No seio de um mundo tecnológico que nos atira para lá do saudável e aspira à substituição da realidade pelo virtual e pela desejável perfeição, quase irrespirável pela absorção da artificialidade, a prática do yoga e da vivência dos seus princípios gera uma atracção pela consciência de si e do outro, do nosso corpo e dos nossos limites, a existência única do dia de hoje como seres de uma presença ímpar.
Do yama ao shamadhi, da abstenção como prática activa de vida à liberação do objecto de meditação como consciência emergente de si e do outro, o yoga impele a humanizar a sua presença de espírito, relativizando a corporalidade para ampliar as capacidades mentais.
Mais além do universo individual e das estreitas relações individuais apertadas num círculo de influências reduzidas, o yoga apela para a universalidade dos seres e das energias intrincadas em finalidades dinâmicas que escapam ao nosso controle individualista e possessivo, entrusando cada vez mais as pessoas para uma harmonização com os outros seres.
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